Rodrigo James, 35 anos, publicitário, jornalista, assessor de imprensa, dj amador, músico de computador, diretor de rádio lê, ouve, escreve, fala e respira cultura pop. Também atende nos websites www.programaaltofalante.com.br, www.portal180.com.br, no Orkut (http://www.orkut.com/Profile.aspx?uid=1365547244323894215), no MSN (tá bom que eu vou dar meu MSN assim assim) e está aberto a opiniões, crítica, chacotas e o que mais passar por sua cabeça. Ah, o email para contato é r.james@terra.com.br

sábado, abril 03, 2004

Ontem fui assistir a Ken Park, filme de Larry Clark, diretor de Kids.

Fiquei com a nítida impressão que Larry Clark é mais um daqueles diretores que sempre fazem o mesmo filme. Ao colocar na tela várias histórias de adolescentes e suas relações atribuladas com parentes próximos ( um deles é louco e odeia os avós, outro transa com a mãe da namorada, outra tem um pai religioso que a trata como uma virgem imaculada e outro tem um pai repressor ), Clark não faz outra coisa senão repetir a temática de Kids. Mas se no filme anterior a crueza com que isto era mostrado na tela chocava, agora isto não é tão forte. Ken Park lidas com temas difíceis, porém comuns a todos nós, senão em nossas vidas, mas por estarmos em constante contato com eles através da mídia.

O que atrapalha Ken Park é justamente sua tentativa de parecer mais chocante e incluir desnecessárias cenas de sexo, fazendo com que a fita seja quase um filme pornô. O sexo explícito banaliza a história e faz com que a levemos menos a sério.